quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Encontro Com...


Imagem do Cartaz de divulgação desta atividade da nossa escola

retirado de http://biblioblogarmadeiratorres.blogspot.pt/ (pode também ser visto na página moodle da nossa escola)

"Os pais, os adolescentes e a internet"...

Estamos ainda a trabalhar com os alunos a obra "Vozes e Ruídos" e referimos, logo de início, que é uma obra da época de noventa e que a perspetiva de abordagem seria de diálogo com a obra e de posicionamento reflexivo e crítico. Ao longo do trabalho, na exploração do texto e do diálogo com os alunos (dentro e fora da aula) esse contexto tem vindo naturalmente a aparecer. Por exemplo, numa das aulas, selecionou-se a seguinte caracterização da adolescência:

                         « (...) a fase média da adolescência (15-17 anos no adolescente urbano escolarizado)                     é caracterizada por uma luta pela independência emocionaluma preocupação por vezes                     excessiva face aos problemas do corpo e pela crescente importância do grupo»
(pp. 104-105, sublinhado nosso) 

A propósito, a V. J. comentou que, especialmente a preocupação com o corpo e os problemas que pudessem surgir a partir daí, tinham que ser pensados também na relação com os estereótipos divulgados na rede. Apareceu-nos como consensual que o tipo de comunicação (?) que a internet permite, o seu uso (e abuso) introduz um dado que à época não podia ainda ser pensado. Nos anos 90, poucas pessoas tinham acesso a computador, a telefone portátil (como se dizia) e de então para cá as mudanças a este nível têm sido tão rápidas que o pensamento reflexivo e crítico se está a esforçar por as compreender e explicar em toda a sua extensão.
Em Portugal, segundo dados da Pordata, em 2006 havia 35% de agregados domésticos com ligação à Internet; em 2017, havia 77%. De resto, é só olhar à nossa volta...
Assim, pareceu-nos claro que se o autor, hoje, escrevesse esta obra teria de se confrontar com este novo mundo... Aliás, acabei por lhes dizer que o Professor Daniel Sampaio estava a preparar um novo livro em que abordaria, precisamente, todo este tipo de questões. Na altura não sabia dizer exatamente onde tinha recolhido essa informação. Concluo que devia ter sido no seu site, https://www.danielsampaio.org/2017/09/daniel-sampaio-prepara-um-novo-livro/, onde encontramos com data de 11 setembro de 2017 a seguinte informação:

O novo livro do Professor Daniel Sampaio será sobre: “os pais, os adolescentes e a internet”.
Agradecem-se opiniões ou questões sobre o tema.

"NA ADOLESCÊNCIA É PRECISO FALAR SOBRE TUDO" ? VII

Esta não é a resposta do Diogo, mas a da A.S....

«Concordo, pois é durante a adolescência que os pais começam a confiar mais e a dar maior liberdade aos seus filhos.
Tudo deve ser discutido para que haja ao mesmo tempo regras, respeito, confiança e liberdade. Penso que nesta altura é posta à prova a maturidade e o nível de responsabilidade do adolescente como também a confiança dos pais para com os seus filhos. O relacionamento com os namorados e a sexualidade devem ser temas também abordados, no entanto tem que ser com calma, respeito e sem tentar invadir a intimidade do/a filho/a. Caso não tenha sido mostrado pelos pais ao adolescente que existe confiança e que devem falar com eles sobre assuntos mais pessoais relacionados com a sua vida intima e amorosa o adolescente não o irá fazer, retraindo-se nesse aspeto, o que não será saudável para a relação dos pais para com os seus filhos adolescentes.

Dito isto, é realmente necessário falar sobre tudo nesta fase da vida, contudo, sempre que possível, com calma, sem forçar conversas e apenas aprofundar mais certos assuntos que outros, dependendo sempre do à vontade dos pais e do adolescente e respeitando sempre a vida íntima deste.»

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Encontro com...



imagem retirada de http://relates2017.com/speaker/daniel-sampaio/
Sob organização da BECRE da nossa escola e da Texto Editora, decorrerá no próximo dia 11 o Encontro com Daniel Sampaio.
Esta atividade tem vindo a contar com o envolvimento dos alunos, muito particularmente dos alunos de 12º ano das turmas B, C e G (disciplina de Psicologia B), da turma I (disciplinas de Psicologia B e de Sociologia em articulação) e da turma J (disciplina de Sociologia).
Os alunos têm-se mostrado motivados e esperamos que esta atividade responda aos seus interesses e expectativas, que participem nela com gosto e à vontade e que se constitua como uma oportunidade na sua formação pessoal.
Aqui continuaremos a dar conta deste encontro...

“Pede-se sempre tudo e fica-se com o que os pais dão"? VII


Este post é da responsabilidade da V. J., que aceitou a minha proposta de passar a escrito a sua intervenção na última aula.

«Ao estudar a obra do Professor Daniel Sampaio deparei-me com algo que não está de acordo com o que acredito e penso sobre esta crucial fase da vida de um indivíduo à qual chamamos de adolescência.

Ao falar sobre o momento de decisão das horas a que o adolescente terá de chegar a casa com os pais (extrato presente na página 104 da obra), por exemplo, temos o testemunho de um jovem chamado Diogo que diz o seguinte: “Pede-se sempre tudo e fica-se com o que os pais dão. Assim temos a certeza de que temos tudo que é possível.”, este testemunho é, então, seguido pelo seguinte: “O jovem quer conseguir e atingir tudo; aos pais compete refrear; da negociação resulta a dose certa, o q. b. para a modificação necessária.”.

No entanto, tendo em conta um dos objetivos da adolescência, a autonomia e independência do jovem em relação aos pais ou tutores, a certo ponto seria ideal não “pedir sempre tudo”, numa dimensão irrealista, mas atingir a capacidade de compreensão do que é possível, ou seja, dos limites que condicionam o jovem.
O adolescente, ao entender o que é possível tendo em conta diversos fatores, poderá, então, dar uma sugestão do que considera aceitável para a posição em que se situa, e apenas depois os pais entravam e davam a sua palavra, dando espaço ao adolescente.

Deste modo, o adolescente poderia atingir aos poucos a autonomia, independência e de certo modo liberdade, mostrando-se capaz de sugerir algo razoável aos olhos dos pais ou tutores, não dependendo apenas do que estes oferecem.»

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Prevenir, prevenir, prevenir



Imagem retirada de https://www.dn.pt/sociedade/interior/investigadores-de-oito-paises-criam-novos-meios-de-combate-a-cyberbullying-5766888.html

Diz o velho ditado que "Prevenir é melhor que remediar"... Continua a ser um conselho muito avisado!!

SEMPRE, a importância da comunicação, da boa comunicação «de manter o diálogo»:
Como refere a notícia do DN de 24 de abril de 2016, após ter dado voz em discurso direto aos autores da obra referenciada no post anterior:


«Na prevenção, justamente, pais, educadores e professores devem estar atentos a sinais de alerta, sublinham os autores. Comportamentos como a tendência para o isolamento, mudanças súbitas de humor, quebra no rendimento escolar, tristeza ou recusa em ir à escola são indícios de que algo estará a correr mal. E combater o cyberbullying é o que se segue: é necessário identificar a situação, denunciá-la, porque constitui crime, e apoiar a vítima. Mas a prevenção também é fundamental e isso passa pelo acompanhamento dos filhos em casa e na escola e, afinal, por manter o diálogo com os mais novos.»
retirado de https://www.dn.pt/sociedade/interior/10-a-20-dos-jovens-sao-vitimas-de-cyberbullying-5141247.html

Para concluir por hoje, deixamos aqui a referência de dois sites importantes:
1) http://www.miudossegurosna.net, ligado ao projeto desenvolvido por Tito de Morais Miúdos Seguros Na.Net, desde 2003.
2) https://www.internetsegura.pt/projecto, sob coordenação da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) 

Cyberbullying - o que é?


imagem retirada de http://cyberbullying.pt/

A notícia que a seguir transcrevemos foi publicada no Observador a 21 de abril de 2016, Dia Nacional de Sensibilização para o cyberbullying. Nela se refere uma investigação realizada por uma doutoranda na Universidade do Minho que «revela que cerca dos 10% dos alunos inquiridos afirmou ser vítima de cyberbullying. O estudo, feito em 2013, revela ainda que 11% dos inquiridos informou que pensa já ter sido vítima.» 
Só 10%, alguém pode pensar. Sim, mas nos casos em que uma vida pode estar em jogo, até 1% é demais. Pode ser a diferença entre a vida e a morte, o que basta para nos preocupar. Porque esse caso único pode ser o nosso.
Nesta notícia refere-se ainda  a edição do livro cuja imagem de capa mostramos aqui, « “Cyberbullying. Um guia para pais e educadores”, um livro para ajudar os educadores a lidarem com crianças que sofrem com esta prática.» Este livro tem ainda prefácio de Daniel Sampaio (mais informações aqui http://cyberbullying.pt/).
Na notícia, que remete para outro periódico, lemos: «Luzia de Oliveira Pinheiro explicou ao Jornal de Notícias que o cyberbullying corresponde à “divulgação pública de conteúdos textuais, visuais e áudio que depreciem ou desacreditem alguém (ou um grupo), assim como a intimidação, ameaça e perseguição através de mensagens privadas que ocorra de forma sistemática, recorrente e intencional”. Luzia Pinheiro afirmou que durante a realização do estudo encontrou sete casos de perseguição. Um dos estudantes afirma ter sido “perseguido por razões de inveja devido à situação económica” e que chegou a ser ameaçado e psicologicamente torturado pelos colegas de turma. Outro caso foi o de uma estudante universitária que contou à investigadora ter sido insultada no Facebook por colegas que terão criado uma página especial para o fazer.
Entre outros casos de cyberbullying encontram-se a divulgação de vídeos de teor sexual partilhados por namorados depois do fim de relações, ou então a usurpação de fotografias para colocar em sites de encontros. Outro dos casos mais comuns é o roubo de identidade, através da criação de perfis falsos em redes sociais.»