O professor não podia imaginar que na sua viagem fantástica pela história da filosofia, entre Rousseau e Descartes, a jovem Sofia tinha assistido à decapitação desta mulher extraordinária, com uma vida intelectual ativa e interventiva fora do comum. Que teve o direito de subir ao cadafalso... como ela própria terá dito...
«as mulheres têm o direito de subir ao cadafalso, devem ter o direito de subir à Tribuna».
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Imagem retirada de http://pt.wikipedia.org/wiki/Olympe_de_Gouges |
Neste Dia Internacional da Mulher, neste ainda princípio do século XXI em que vivemos, parece-me bem lembrar a mulher que escreveu uma Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, em 1791, da qual transcrevemos os dois primeiros artigos:
Artigo primeiro
A Mulher nasce livre e permanece igual ao homem em direitos. As distinções
sociais só podem ser fundamentadas no interesse comum.
Artigo segundo
O objetivo de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e
imprescritíveis da Mulher e do Homem. Estes direitos são a liberdade, a propriedade, a
segurança, e, sobretudo, a resistência à opressão.
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