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quinta-feira, 4 de novembro de 2021

FILME MATRIX (1999)

DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA  18nov 2021

A primeira reação dos alunos ao falar-lhes da possibilidade de vermos o filme Matrix e de o podermos interpretar numa perspetiva filosófica é de um misto de satisfação e de incredulidade. 

Vamos ver um filme? Boa! (É sempre agradável que uma aula não se pareça com uma aula!) O quê? O Matrix?

Lançado o desafio, vamos ver o que se vai passar...



Ficha Técnica – Título original: The Matrix. 

Ano: 1999. 

Direção: Lilly e Lana Wachowski. 

Género: Ação/ficção científica. 

Países de origem: EUA e Austrália.

Duração: 

Sinopse

Num futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador de computador que mora num cubículo escuro, é atormentado por estranhos pesadelos nos quais encontra-se conectado por cabos e contra sua vontade, em um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas ocasiões acorda gritando no exato momento em que os elétrodos estão para penetrar no seu cérebro. À medida que o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Thomas descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto, está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade e à liberdade. (retirado de http://www.adorocinema.com/filmes/filme-19776/ )

terça-feira, 14 de março de 2017

Duvidar, até onde?



Neo (personagem do conhecido filme Matrix) encontra Descartes. Encontro improvável? Nem por isso. 

E se tudo o que vemos, pensamos e acreditamos ser a realidade não for mais do que uma ilusão, um enorme embuste?
E se nós próprios não somos senão a invenção de uma mente perversa, de um grande génio maligno?
E se não formos senão um cérebro estimulado para produzir todo o conjunto de representações que povoam a nossa mente?
E se admitirmos essas possibilidades temos condições para encontrar uma resposta?
Temos. O ceticismo é um caminho com fim à vista. Não somos uma ilusão, não somos um embuste, não estamos condenados à aparência e ao erro. Mas o caminho que conduz à verdade não nos é oferecido. É difícil e não devemos desistir com os obstáculos. Essa é a posição de Descartes. E de Neo.

Este video apresenta com clareza e com humor as razões e as características da  dúvida de Descartes, estabelecendo uma comparação com o filme Matrix.