E o que encontraram?
Nesta publicação, vamos deixar apenas as fotos que dão conta da sua experiência.
A maioria das legendas é da nossa responsabilidade.
A pergunta que vamos deixar no ar é esta
O que faz de cada uma destas obras, uma obra de arte?
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Imagem 1 - Foto parada de um relógio a funcionar. Na estação da CP. |
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Imagem 2 - Pintura no Jardim de Santiago |
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Imagem 3 - Pintura na Praça Machado Santos - Arte Urbana |
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Imagem 4 - Pintura, «sorriso por detrás de uma montra...» |
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Imagem 6 - «Sr. Vinho», escultura de Joana de Vasconcelos na Praça do Mercado Municipal |
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Imagem 7 - «Rosto de homem» - Praça do Mercado Municipal |
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Imagem 8 - «Flores que não são flores» nas ruas da cidade... |
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Imagem 9 - Escultura de João Castro Silva na Rotunda da Rua Dr. Ricardo Aurélio Belo, junto ao Bairro Vila Morena, conhecida pela «Rotunda dos Cavalos» |
O que faz de cada uma destas obras, uma obra de arte?
O que existe em comum em todas elas?
É precisamente a dimensão comunicativa que encontramos em todas estas imagens. É a filtragem de um olhar, de um olhar comprometido numa significação que rompe com o significado vulgar e quotidiano, É essa rutura para o inesperado que abre o espaço novo em que o objeto quotidiano se transforma em objeto artístico. É o que acontece, por exemplo, com o objeto «relógio» que, através de um olhar e de uma interpretação, através da abstração relativamente ao seu espaço de origem e à sua função utilitária, adquire um simbolismo que permite falar dele como objeto artístico.
É o que acontece, inesperadamente, com o registo das flores artificiais. Só um olhar as pode transformar - de imitações transformam-se em originais. O olhar captou nelas a sua essência de puros objetos, coisas para admirar, e abstraiu da sua condição menor de imitações, imitações de plástico de um modelo incomparavelmente superior. As flores vistas na foto ganham a dignidade de flores. Elas são, na foto que as capta, iguais às flores, às verdadeiras flores. Nas fotos, na pintura, nas imagens paradas, são todas, quaisquer delas, igualmente silenciosas e inertes.
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