segunda-feira, 1 de julho de 2019

O problema filosófico do livre arbítrio - a teoria do Determinismo Moderado


retirado de http://seo007.info/Scientific-Replication-Clipart-86a3f0/


O aluno Pedro M., do 10º ano, turma A, escreveu este texto no qual se posiciona relativamente ao problema filosófico do livre-arbítrio. Foi um texto escrito em contexto de sala de aula, sem recurso a materiais de consulta. 

«No que toca ao problema do lívre-arbítrio, defendo o determinismo moderado, que, como teoria compatibilista, defende que o determinismo e o lívre-arbítrio são conceitos que podem coexistir na mesma realidade. É possível, por isso, afirmar que tudo tem uma causa mas esse facto não implica a inexistência de liberdade nas ações humanas.
O determinista moderado afirma que tudo está sujeito ao determinismo, ou seja, tudo tem uma causa. Mas a liberdade existe pois esta não reside no facto de as nossas ações se realizarem na ausência de causa, mas na ausência de compulsão externa ou interna.
Esta teoria surge porque quando olhamos para as teorias incompatibilistas e as analisamos ficamos num beco sem saída. Temos de rejeitar o determinismo radical pois nega a responsabilidade moral mas temos de negar o libertismo pois, se ele for real, não teríamos justificação para considerar as pessoas moralmente responsáveis pelas suas ações (já que se as pessoas são livres na ausência de causa estas não podem dizer o motivo porque fizeram uma ação - já que não existe).
Sendo tudo determinado no Universo (incluindo os nossos desejos, crenças, valores e personalidade) como podemos ser nós criaturas livres? A resposta reside no conceito de liberdade que estes teóricos defendem (já referido), sendo que estes afirmam que a nossa ação pode ser livre mesmo determinada, mas isto só acontece se esta estiver de acordo com a nossa personalidade.
Mas esta teoria não é irrefutável. E um dos principais problemas desta teoria é que "o critério de liberdade precisa de ser aprimorado" e que estando de acordo com tantos argumentos do determinismo radical (incluindo o da inevitabilidade - o que aconteceu teve de acontecer e não poderia ter acontecido de outro modo) como é que o ser humano pode ter livre-arbítrio?
Na minha opinião, a pergunta que devemos de fazer não é "Somos livres?" mas antes "Quão condicionada se encontra a nossa ação?" e que a própria definição de liberdade faz com que uma teoria possa ser mais ou menos fiável.»

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