DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA na ESMT 18nov 2021
Onde se vê uma TV, poderá ver-se um qualquer outro écran...
Dinamizado pelo Grupo Disciplinar de Filosofia da Escola Secundária de Madeira Torres, este blogue abre um espaço de comunicação e de partilha em torno do saber, da cultura e dos problemas do Mundo Contemporâneo. Promove uma perspetiva interdisciplinar do conhecimento e o desenvolvimento de uma cidadania ativa. Pretende dar voz, especialmente, aos alunos, mas encontra-se aberto à colaboração da Comunidade Escolar. E-Mail de contacto: espacocriticomt@gmail.com
DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA na ESMT 18nov 2021
Onde se vê uma TV, poderá ver-se um qualquer outro écran...
DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA na ESMT 18nov 2021
Em 2000, o escritor José Saramago publica "A Caverna". É o primeiro livro publicado após ter sido galardoado com o Prémio Nobel, em 1998. O título do livro é uma explícita alusão à Alegoria da Caverna de Platão. O que pode ser considerado como algumas ideias principais da história, a de que os homens estão, à partida, numa situação de ignorância, vivendo num universo de imagens de objetos, sombras, que tomam pela realidade, desconhecendo a explicação de tudo aquilo que lhes aparece imediatamente, parece ter sido o ponto de partida para a imaginação literária de Saramago.
"Uma pequena olaria, um centro comercial gigantesco. Um mundo em rápido processo de extinção, outro que cresce e se multiplica como um jogo de espelhos onde não parece haver limites para a ilusão enganosa. Este romance fala de um modo de viver que vai sendo cada vez menos o nosso e assoma-se à entrada de um brave new world cujas consequências sobre a mentalidade humana são cada vez mais visíveis e ameaçadoras. Todos os dias se extinguem espécies animais e vegetais, todos os dias há profissões que se tornam inúteis, idiomas que deixam de ter pessoas que os falem, tradições que perdem sentido, sentimentos que se convertem nos seus contrários. Fim de século, fim de milénio, fim de civilização." (Sinopse do editor)
José Saramago - O mito da Caverna nos dias de hoje
DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA na ESMT 18nov 2021
A alegoria, ou mito, da Caverna é um dos textos mais célebres de Platão (427 a.c.- 327 a.c.) e da História da Filosofia. Com esta história imaginada, Platão pretendeu facilitar a compreensão das sua teorias filosóficas.
No entanto, esta história que facilmente se conta consegue adquirir significados múltiplos e sempre renovados.
Aqui transcrevemos o texto.
Remetemos, agora, para esta animação a que o grande cineasta Orson Wells empresta a voz (já publicado neste blog a 26 de novembro de 2013).
A legendagem em português é da nossa responsabilidade e acompanha de muito perto a tradução do original grego pela classicista Maria Helena Rocha Pereira.
Alegoria da Caverna, com Orson Wells
DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA 18nov 2021
O Dia Mundial da Filosofia vai ser celebrado na nossa escola, entre outras atividades, com um debate interturmas. A partir de dois recursos fundamentais, o texto da Alegoria da Caverna, de Platão e o filme Matrix (1999), os alunos vão-se responsabilizar por organizar um debate onde irão praticar as suas competências comunicativas e filosóficas.
Este texto é um desafio para o debate.
Somos responsáveis pelas nossas opiniões?
(1)A minha opinião é que as alterações climáticas se estão a
fazer sentir e é preciso tomar medidas urgentes.
(2) A minha opinião não é essa. Sempre houve anos mais
quentes. Não concordo contigo. É a minha opinião, pronto!
Os sujeitos que enunciam as opiniões
acima estão convictos do que afirmam. Esta é uma das características da opinião.
Esta vem acompanhada da crença. Crença aqui não é tomada num sentido religioso,
mas refere-se ao facto de que sempre que emitimos uma opinião sobre algo isso
significa que acreditamos na ideia que estamos a defender. Podemos, então,
perguntar: essa ideia está de acordo com a realidade? Essa ideia está de acordo
com o objeto a que nos referimos? Dito de outro modo, a nossa crença é
verdadeira?
Parece-nos que a verdade é um
valor importante? Quer dizer, pretendemos emitir opiniões verdadeiras ou quaisquer
opiniões ou opiniões falsas? Ou será que duvidamos da possibilidade de garantir
a verdade das nossas opiniões? Ou ainda não tínhamos pensado nisso?
Provavelmente esta é a hipótese mais certeira… No entanto, se pensarmos um
pouco, creio ser consensual que gostaríamos de garantir a verdade daquilo que
pensamos. Ora, aqui é que surgem as dificuldades. Como quando emitimos uma
opinião estamos normalmente tão convictos dela temos dificuldade em questioná-la.
Porém, se aceitarmos debatê-la, isso significa que temos abertura para recolher
outros dados que a reforcem ou que a enfraqueçam. Podemos ajustá-la, alterá-la
ou substituí-la. Mas se ela representar para nós uma posição cristalizada que
defendemos a todo o custo, então tudo acaba aí…
A maior parte das opiniões que
temos parecem-nos naturalmente “nossas”. Recebemo-las, muitas vezes, do
contexto familiar, dos grupos a que pertencemos e não nos interrogamos sobre o
seu valor.
Quando se pergunta se somos
responsáveis pelas nossas opiniões o que se está a perguntar é se as nossas
crenças estão justificadas adequadamente ou se fizemos algum esforço para isso.
Os prisioneiros da caverna de
Platão emitiam opiniões sobre as sombras, conversavam uns com os outros sobre
elas, mas alguma vez se interrogaram acerca da origem delas? Alguma vez
procuraram saber a que realidade elas correspondiam? Alguma vez refletiram
sobre o que lhes aparecia imediatamente à sua frente? Alguma vez se lembraram
de explorar a caverna? Alguma vez fizeram algum esforço?
Um dos meios poderosos de
formação de opinião é os mass media. Hoje em dia, com a facilidade de
propagação de informações falsas, as denominadas fakenews, somos levados
com facilidade a tomar como verdadeiras ideias que são, declarada e
intencionalmente, falsas, difundidas com o propósito de manipular a opinião
pública em obediência a interesses mais ou menos obscuros. A nossa tendência
natural é receber e transmitir estas ideias sem que nos questionemos sobre a
sua fonte e credibilidade.
Podemos não ser responsáveis
pelas opiniões que recebemos, mas somos ou não responsáveis pelas que tomamos
como nossas? Interessa-nos ou não averiguar acerca da verdade das nossas crenças,
daquilo em que acreditamos como sendo verdadeiro?
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| Imagem retirada daqui: https://brainly.com.br/tarefa/45585938 |
Já vai na 4ª edição o Festival de Filosofia de Abrantes, cuja abertura coincide com o Dia Mundial da Filosofia, celebração instituída pela UNESCO.
O tema central é bem atual e de especial pertinência. Após o encerramento de salas de espetáculo e da ausência de qualquer tipo de manifestações culturais, todos nos demos conta de como a arte integra a vivência das comunidades humanas. É ela que as ilumina, que gera sentimentos de pertença, que contribui para o equilíbrio de todos os que habitam num espaço comum. E não, não nos damos conta. De tudo o que é natural ou integrado no nosso quotidiano habitual só nos damos conta quando existe uma rutura. E sim, esta foi inesperada e brutal.
Demos, então, voz aos artistas e reflitamos em conjunto sobre o modo como queremos viver (n)o nosso lugar...
Cidades e mundo enfrentam os mesmos problemas e todos somos parte na sua resolução: ambiente e sustentabilidade, desemprego, mobilidade, habitação, migrações, confronto de culturas… porque no essencial todos somos urbanos e estamos todos ligados, local e global, indivíduo e humanidade.
| Arte e urbanismo devem ser os elementos críticos e criativos geradores dessas interações e recriação de vínculos. Intervenções artísticas e urbanísticas serão parte de projetos e processos de reestruturação e desenvolvimento, identificando linhas de força e mobilizando intervenções transformadoras. Nas suas contradições a arte é sempre crítica e sistema, criação e destruição, valor e mercadoria, exclusividade e massificação, utopia e alienação. As fragilidades da arte são também a sua força, ajudando-nos a compreender as nossas contradições e a facilidade com que tudo o que é inovador é rapidamente ultrapassado. Ao produzir a representação estética da cidade, o artista proporciona-lhe, no confronto com a realidade, a reflexão sobre o seu éthos, isto é, um sistema de valores, ideias e crenças. Ou seja, um sentido crítico que corporiza o valor social da arte. O maior valor da arte é a luta pela liberdade. Aos artistas cabe continuarem a criar, gerando as suas criações na tensão dialética entre a sua realidade e o contexto social. |
Cidades e mundo enfrentam os mesmos problemas e todos somos parte na sua resolução: ambiente e sustentabilidade, desemprego, mobilidade, habitação, migrações, confronto de culturas… porque no essencial todos somos urbanos e estamos todos ligados, local e global, indivíduo e humanidade.
| Arte e urbanismo devem ser os elementos críticos e criativos geradores dessas interações e recriação de vínculos. Intervenções artísticas e urbanísticas serão parte de projetos e processos de reestruturação e desenvolvimento, identificando linhas de força e mobilizando intervenções transformadoras. Nas suas contradições a arte é sempre crítica e sistema, criação e destruição, valor e mercadoria, exclusividade e massificação, utopia e alienação. As fragilidades da arte são também a sua força, ajudando-nos a compreender as nossas contradições e a facilidade com que tudo o que é inovador é rapidamente ultrapassado. Ao produzir a representação estética da cidade, o artista proporciona-lhe, no confronto com a realidade, a reflexão sobre o seu éthos, isto é, um sistema de valores, ideias e crenças. Ou seja, um sentido crítico que corporiza o valor social da arte. O maior valor da arte é a luta pela liberdade. Aos artistas cabe continuarem a criar, gerando as suas criações na tensão dialética entre a sua realidade e o contexto social. |
DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA 18nov 2021
A primeira reação dos alunos ao falar-lhes da possibilidade de vermos o filme Matrix e de o podermos interpretar numa perspetiva filosófica é de um misto de satisfação e de incredulidade.
Vamos ver um filme? Boa! (É sempre agradável que uma aula não se pareça com uma aula!) O quê? O Matrix?
Lançado o desafio, vamos ver o que se vai passar...
Ficha Técnica – Título original: The Matrix.
Ano: 1999.
Direção: Lilly e Lana Wachowski.
Género: Ação/ficção científica.
Países de
origem: EUA e Austrália.
Duração:
Sinopse
Num futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador de computador que mora num cubículo escuro, é atormentado por estranhos pesadelos nos quais encontra-se conectado por cabos e contra sua vontade, em um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas ocasiões acorda gritando no exato momento em que os elétrodos estão para penetrar no seu cérebro. À medida que o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Thomas descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto, está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade e à liberdade. (retirado de http://www.adorocinema.com/filmes/filme-19776/ )
Realizou-se no passado mês de setembro, no dia 6, a 2ª fase do Exame Nacional de Filosofia.
Consulte as versões da Prova e os Critérios de Correção.
Realizou-se hoje, dia 6 de julho de 2021, o Exame Nacional de Filosofia. Este exame foi realizado pelos alunos que necessitam da disciplina de Filosofia como prova de ingresso no ensino superior e pelos alunos que não ficaram aprovados no 11º ano.
A Prova e os Critérios de Correção podem ser consultados aqui: