segunda-feira, 11 de março de 2019

APEFP - Prémio Nacional de Ensaio Filosófico


Já vai na 6ª edição! A Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática lançou o tema para o Ensaio Filosófico. "O que vale mais: o sofrimento da verdade ou a felicidade da mentira?"




Trancrevemos excertos selecionados do Regulamento.

Artigo 2º 
Objetivo 
1. O Prémio destina-se a alunos que frequentam o 10º, 11º e 12º anos do Ensino Secundário dos Cursos Científico - Humanísticos das escolas públicas e privadas de Portugal.
2. O Prémio tem como objetivo eleger, sob um critério de mérito, o melhor ensaio, submetido pelas escolas a concurso, sobre um problema ético e/ou filosófico prático, ou seja, remetendo para questões que interessam a toda a sociedade civil.
Artigo 3º 
Problema lançado a concurso 
O problema ético/filosófico definido pela Comissão Organizadora, que constituirá o tema central para a realização do ensaio da VI Edição (ano letivo de 2018/2019) deste Prémio, está subordinado à seguinte questão: O QUE É QUE VALE MAIS: O SOFRIMENTO DA VERDADE OU A FELICIDADE DA MENTIRA?


Artigo 4º 
Condições de admissão 
1. As escolas interessadas devem informar pelos meios mais expeditos, todos os seus alunos em condições de concorrer, da existência deste Prémio.
2. A Direção da Escola/Agrupamento deve formar um júri de avaliação, preferencialmente constituído por professor(es) de Filosofia para selecionarem até 3 ensaios (no máximo) considerados com condições para o referido concurso e que devem ser enviados para apefp2008@gmail.com, até ao dia 30 de Abril de 2019.
3. Serão admitidos a concurso todos os ensaios desde que, cumulativamente, cumpram as seguintes condições:
a) sejam de alunos que frequentam o 10º, 11º e 12º anos do Ensino Secundário dos Cursos Científico - Humanísticos de escolas públicas e privadas portuguesas.
b) sejam originais;
c) se apresentem redigidos em língua portuguesa e cumpram o tema proposto;
d) sejam individuais;
e) tenham entre 4 500 a 6 500 palavras;
f) estejam redigidos informaticamente em letra Times New Roman12 sem espaçamento entre linhas; margens: 3cm esq. e 2 cm à dir.; 3cm superior e 2cm inferior.
g) podem e devem incluir notas e referências bibliográficas.
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Artigo 7º 
Prémio 
O Prémio do Ensaio em Ética e Filosofia Prática: 
1. Será atribuído a um único ensaio, no entanto, o Júri atribuirá também uma ou duas Menções Honrosas, caso hajam ensaios com qualidade para tal. 
2. Em caso de empate, o Presidente do Júri tem voto de qualidade. 
3. O aluno vencedor receberá um prémio de 200 euros, um certificado e terá ainda o seu ensaio publicado em Livro a editar em 2019 pela APEFP sobre a temática da Ética e da Filosofia Prática. 
4. O ensaio com Menção Honrosa terá um prémio de 100 euros, um certificado e será também publicado no Livro a editar pela APEFP em 2019. 

Para ler mais, consultar em http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/ESecundario/regulamento_premio_nacional_5edicao_ensaio_apefp.pdf

sexta-feira, 8 de março de 2019

Semana da Leitura na Escola Secundária de Madeira Torres - Encontro com Ana Kandsmar



No âmbito da Semana da Leitura vamos receber a escritora Ana Kandsmar na BECRE da nossa escola. 
Quando acontece participar num encontro com um escritor, convém fazer como quando se faz uma viagem... recolher algumas informações. Assim, decidimos transcrever do Jornal das Caldas uma notícia de 06/06/2028 sobre a apresentação do segundo livro de Ana Kandsmar, "A Lenda do Havn". Aqui encontramos, para além de um resumo do livro, elementos biográficos e outros, inclusivamente relativos às suas diversas atividades .

«"A Lenda do Havn Ou de um amor que (se) perdeu (n)o norte” é a nova publicação, depois de “A Guardiã - O Livro de Jade do Céu”, datada de 2015 e também apresentada pelo Jornal das Caldas.
Ana Cristina Gaspar Pinto (o nome verdadeiro da escritora) escrevia a saga de “A Guardiã” quando resolveu a meio congelar esta edição para dar prioridade a ”A Lenda do Havn”.
A escritora conta que anda sempre acompanhada de um bloco de notas ou de um gravador para guardar a inspiração que é despertada a qualquer momento e onde quer que esteja, inclusive a que hora for. Não se importa de “acordar às três ou quatro da manhã” com ideias para desenvolver.
Este seu novo livro é um romance que implicou fazer pesquisas para o conteúdo que não é ficcionado e que se relaciona com a história mundial. 
Sofia, esposa de Samuel, oficial da marinha inglesa, vivia em 1914, um amor intenso num lugar idílico. Entre o amor pelo marido e pelo belo solar onde vive, há ainda espaço para outras paixões: A escrita e a pintura. Mas a Primeira Grande Guerra alterou profundamente a sua história. Um bombardeamento rouba-lhe o que mais ama e deixa-a completamente cega.
Em 2017, Gonçalo é um jornalista que escreve um livro a partir dos relatos de uma mulher que vive num asilo para cegos. Ela tem um admirável talento para a pintura. Será que regista nos desenhos o que os seus olhos um dia guardaram e o coração ainda sente, ou as paisagens verdejantes do Havn são apenas fruto da sua imaginação?
Desde o horror da guerra aos dias felizes, o mural que ela vai pintando, conta uma história que tem tanto de fascinante quanto de inacreditável. Quem será Sofia, afinal? A esposa do almirante inglês no início do séc. XX que fantasia o futuro, ou a cega do século XXI que relembra o passado? 
Este é um romance que marca o primeiro centenário do fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), numa viagem entre a Grã-Bretanha do século XX e Portugal do século XXI.

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Escritora e jornalista

Ana Kandsmar nasceu na aldeia de Barreiras, no Cadaval, há 47 anos. Viveu dois anos da adolescência no Luxemburgo, depois em Lisboa, até instalar-se definitivamente nas Caldas da Rainha, quando tinha 17 anos.
Aos 19 entrou no mundo radiofónico, quer como jornalista quer como locutora, e começa um percurso pela imprensa escrita, tendo colaborado, entre outros, com o Jornal das Caldas. Atualmente é jornalista do Região Oeste, do Bombarral, e copywriter (escreve textos para sites, sobretudo de turismo e imobiliário).
Quanto à sua incursão no mundo literário, desenvolveu o gosto pela leitura desde pequena. Aos 14 anos escreve para o DN Jovem, uma iniciativa do Diário de Notícias que foi por mais de duas décadas uma rampa de lançamento para jornalistas, escritores, fotógrafos e ilustradores, assumindo-se como um dos principais veículos de publicação para jovens talentos das letras nacionais. 
Cristina Pinto guarda ainda muitos dos seus escritos desses tempos, mas só já adulta é que vê publicada a sua primeira obra. Foi “A Guardiã - O Livro de Jade do Céu”, ficção repleta de aventura, romance e suspense, que une a história, a religião e a ciência. Este livro teve o prefácio do escritor Luís Miguel Rocha, o autor do best-seller ‘’O Último Papa’’.
Teve uma nova edição em 2016, com a atual editora, a Edições Mahatma, com quem surgiu o seu pseudónimo Ana Kandsmar. “Kandsmar” é a palavra árabe de Gaspar, apelido do avô materno de Ana Cristina Gaspar Pinto, sendo assim uma homenagem da escritora ao seu familiar.
Ainda em 2015, participou com o conto "Kilimanjaro" numa antologia, e na blogosfera pode ser acompanhada no blogue de escrita criativa “A vida dá muitas vodkas” e no facebook qualquer post que faça com intuito de comentário ou reflexão desencadeia uma série de respostas.
Mentora do projecto literário Bee Dynamic Books, agência de divulgação de novos autores, afirma que escreve “por prazer, por paixão e por necessidade” (para se sentir viva). Lê muito, para se “evadir, construir e aprender”.»

(Retirado de https://jornaldascaldas.com/Ana_Kandsmar_apresenta_A_Lenda_do_Havn)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Concurso de Ensaio "Jovem filósofo"



Mais um Concurso dirigido aos alunos do Ensino Secundário! É caso para dizer "que não há fome que não dê em fartura"... Depois da APF (Associação de Professores de Filosofia), a APEFP (Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática), a Prosofos, temos agora a Associação de Desenvolvimento Cultural de Abrantes, Palha de Abrantes, que promove  este concurso do qual transcrevemos parte do Regulamento:

Art. 1º - O Concurso de Ensaio “Jovem Filósofo” é promovido no âmbito do Festival de Filosofia de Abrantes e tem como lema “Cuidar o Futuro”, numa perspectiva de responsabilidade pelo futuro.

Art. 2º - O Concurso pretende estimular o ensaio filosófico entre os alunos do ensino secundário e o pensamento comprometido com a realidade social em que vivemos.~

Art. 3º - Podem candidatar-se os estudantes do ensino secundário de Portugal.

Art. 4º - O Concurso atribui três prémios: 1º lugar: 1.000€; 2º lugar: 500€; 3º lugar 250€. Pode haver ainda menções honrosas. O júri pode não atribuir qualquer prémio, caso os trabalhos não o justifiquem.

Art. 5º - No ano de 2018-2019, o tema é Como conviver numa sociedade global.

Art. 6º - O Festival reserva-se o direito de publicação dos trabalhos premiados, incluindo as menções honrosas.

Art. 7º - O ensaio deve ter no máximo 20 páginas A4, em letra tipo Times New Roman, tamanho 12, a espaço e meio.

Art. 8º- Os trabalhos concorrentes devem ser enviados por correio electrónico, com o nome do autor, a idade e a escola que frequenta, o pseudónimo que assina o trabalho, e um anexo com o ensaio concorrente, o qual deve ser assinado com pseudónimo e nunca referir o nome do autor nem a escola que frequenta.

Art. 9º - Os trabalhos a concurso são enviados para o seguinte endereço electrónico: ass.palhadeabrantes@gmail.com, até às 24h00 do dia 30 de Abril de 2019. Os resultados são divulgados no início do 3º período escolar desse ano e a entrega dos prémios será feita na edição seguinte do Festival.

Art. 10º - O júri é nomeado pela organização do Festival e inclui elementos com formação superior em Filosofia e sem essa formação.

Art. 11º - As decisões do júri são lavradas em ata, são soberanas e delas não há direito a apelo.

Art. 12º - Os casos omissos são resolvidos pela organização do Festival ou, sobre a classificação dos ensaios, pelo júri.

Art. 13º - A participação no concurso supõe a aceitação deste Regulamento.





retirado de http://isabellalisboahistoriaepolitica.blogspot.com/2010/02/charges-uma-forma-diferente-ver-o-mundo.html




terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

"Cérebro, mais vasto que o céu"

«Cérebro – mais vasto que o céu»


Self Reflected(detalhe do cerebelo) Microgravura em ouro a 22K sob luz branca, 2014-2016Greg Dunn e Brian Edwards, retirado de https://gulbenkian.pt/evento/cerebro-mais-vasto-que-o-ceu/
É um título arrojado, este, da exposição que a Fundação Calouste Gulbenkian vai apresentar entre 16 de março e 10 de junho. É pena que seja uma altura tão difícil para programar uma Visita de Estudo. De qualquer modo, aqui fica a notícia e os links para mais informações.
https://gulbenkian.pt/descobrir/atividade/exposicao-temporaria-cerebro-mais-vasto-que-o-ceu/
https://gulbenkian.pt/evento/cerebro-mais-vasto-que-o-ceu/


«Esta exposição é uma viagem única à volta do cérebro: a sua origem, a complexidade da mente humana, os desafios das mentes artificiais. Mostra-se um cérebro com 500 milhões de anos, um cérebro moderno, uma sinapse interactiva gigante, fragmentos de um papiro egípcio, um quadro da artista Bridget Riley, uma orquestra de cérebros, robots… Atividades interativas, documentos históricos e paleontológicos, pintura, modelos tridimensionais e infografias combinam-se para produzir uma exposição entusiasmante para todas as idades.
Partindo do poema de Emily Dickinson, The brain – is wider than the sky, a exposição abre apresentando o cérebro sem qualquer recurso a informação científica, utilizando imagens deslumbrantes da peça Self reflected de Greg Dunn (vd. acima)
A origem e complexidade do cérebro, e aquilo que conhecemos da forma como gera algumas das características que identificamos como humanas – memória, perceção, linguagem, emoções –, a par de doenças que decorrem do mau funcionamento de diferentes componentes deste sistema, são exploradas nos dois primeiros módulos. O terceiro módulo da exposição, aborda a tecnologia de interface cérebro-máquina e as suas aplicações, a inteligência artificial e a robótica.
Cérebro – mais vasto que o céu pretende também construir a necessária ponte entre nós e os animais – para que possamos compreender o nosso lugar na natureza. É esta relação permanente que, ao longo da exposição, permite ao visitante construir uma narrativa que das ciências naturais e sociais se vai estendendo à Filosofia, às Artes e às Humanidades.» (sublinhados nossos)

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Fake news? Não, obrigado

As notícias falsas são conhecidas de há muito, mas esta questão tem vindo a ter uma importância crescente nos nossos dias. Isso aconteceu, principalmente, a partir das últimas eleições americanas em que ficou provado que houve recurso a notícias falsas para manipular o eleitorado a favor do candidato Donald Trump. Este acabou por ser eleito e o termo "fake news" inundou os media e entrou no vocabulário do cidadão comum. Para os alunos de filosofia, termos como "manipulação", "demagogia", "populismo" não são novidade. O modo como no discurso político se podem usar estratégias de manipulação através de um uso falacioso de argumentos, também não. A importância de conferirmos as fontes de informação também aparece associada à análise dos argumentos que se utilizam no discurso argumentativo. Por exemplo, recorremos frequentemente aos argumentos de autoridade quando precisamos de referir dados, factos, informações...Há não muito tempo, dizer "Li no jornal" era uma fonte geralmente aceite como credível. Hoje será preciso acrescentar..."Que jornal?" E, mesmo assim,  convém ter outras fontes de informação coincidentes...
Quase sem nos darmos conta, a matéria da disciplina de Filosofia ganhou uma enorme atualidade. Às vezes, ela parece distante e difícil, outras aparece-nos tão próxima deste mundo em que vivemos...

A melhor maneira de lidar com a invasão das notícias falsas é através de um pensamento atento, de um pensamento crítico. 

Recorrendo a informação do Jornal de Notícias, ficamos a saber que em Portugal há muitos sites conhecidos de notícias falsas, nenhum deles com registo em Portugal - anónimo e falso - e todos eles a faturarem muito!!!

Fiquemos com este registo e admitamos que podem ser fontes de entretenimento. Será?

Retirado de https://www.dn.pt/edicao-do-dia/11-nov-2018/interior/fake-news-sites-portugueses-com-mais-de-dois-milhoes-de-seguidores--10160885.html







sábado, 9 de fevereiro de 2019

Falácia ad hominem no Parlamento em Portugal?

«Depois de três noites de vandalismo, carros da PSP apedrejados, autocarros incendiados e a PSP em alerta máximo em relação a novos ataques, afinal, o primeiro-ministro “condena ou não esses atos de vandalismo, defende ou não a autoridade policial e o que vai fazer para que sejam episódios isolados?”, quis saber a líder do CDS.
“Está a olhar para mim, deve ser pela cor da minha pele que me pergunta se condeno ou não condeno a violência”, atirou António Costa, deixando no ar a ideia de que estava a acusar Assunção Cristas de racismo.»
A pergunta de Assunção Cristas não parece indicar qualquer tipo de ataque ad hominem, neste caso, ao primeiro ministro António Costa. No entanto, a resposta que este deu pressupôs que a pergunta que lhe estava a ser feita não visava um esclarecimento relativo ao assunto em questão - atos de vandalismo e atuação policial, tendo por antecedente os últimos acontecimentos no bairro da Jamaica - mas era um ataque pessoal, tendo por base a cor da sua pele e, implicitamente, a sua origem indiana. O primeiro ministro interpretou como um ataque pessoal o que objetivamente não o era. Conseguiu, pelo menos, desviar a atenção do assunto que devia ser discutido. Não encontramos aqui o modelo típico da falácia ad hominem, mas é possível a partir daqui perceber como é que se caracteriza e qual o seu papel num debate ou processo argumentativo.
Foi disto que a aluna L. do 10º A deu conta após a explicação da "falácia ad hominem", matéria do 10º ano de Filosofia. É bom quando é por iniciativa dos alunos que se estabelecem relações entre matérias programáticas e assuntos do quotidiano!!
retirado de https://i0.wp.com/astropt.org/blog/wp-content/uploads/2012/06/ad-hominem.jpg


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O que é um argumento? O que é argumentar?

Argumentar é produzir considerações destinadas a apoiar uma conclusão. Argumentar é quer o processo de fazer isso (e, neste sentido, a argumentação pode ser uma discussão acalorada ou prolongada) quer o seu produto, i. é., o conjunto de proposições aduzidas (as premissas), o padrão da inferência e a conclusão alcançada. Um argumento pode ser dedutivamente válido, caso em que a conclusão se segue das premissas, ou ser persuasivo de outras maneiras. A lógica é o estudo das formas válidas e inválidas dos argumentos.
                              Simon Blackburn.(1977). Dicionário de Filosofia. Lisboa: Gradiva, p.23

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Sobre a atual condição humana (1)


O neurocientista António Damásio, no capítulo 12 desta obra intitulado "Sobre a atual condição humana" (António Damásio (2017). A Estranha Ordem das Coisas. Lisboa: Temas e Debates, pp. 287-315) aborda o problema do progresso humano, mostrando quais os elementos que devem ser equacionados e o argumentos que podem ser apresentados para sermos capazes de encontrar uma resposta. Assim, para a pergunta "Há progresso humano?" ou "Será a nossa época a melhor época de todas?" começamos por encontrar uma primeira tese afirmativa: - Sim, há; sim, a nossa época é a "melhor das épocas para se estar vivo".
Porque..."estamos rodeados por descobertas científicas espetaculares e por um brilho técnico que tornam a vida cada vez mais confortável e conveniente; porque a quantidade de conhecimentos disponível e a facilidade de acesso a esses conhecimentos nunca foram tão elevadas, acontecendo o mesmo em relação à interligação humana a uma escala planetária, como se prova pelas viagens, pela comunicação eletrónica e pelos acordos internacionais sobre todos os tipos de cooperação científica, artística e comercial; porque a capacidade de diagnóstico, gestão e até cura de doenças continua a aumentar e a longevidade continua a prolongar-se de tal forma que se espera que os seres humanos nascidos após o ano 2000 possam viver, e bem, segundo se espera, até uma média de 100 anos. Em breve seremos conduzidos por veículos robotizados que nos poupam esforço e vidas, pois, a certa altura, deveremos ter menos acidentes fatais."
No entanto, é possível objetar a esta tese que:
" para considerar os nossos dias como sendo os melhores de sempre seria preciso que estivéssemos muito distraídos, para já não dizer indiferentes ao drama dos restantes seres humanos que vivem na miséria. Embora a literacia científica e técnica nunca tenha estado tão desenvolvida, o público dedica muito pouco tempo à leitura de romances ou de poesia, que continuam a ser a forma mais garantida de penetrar na comédia e no drama da existência, e de ter oportunidade de refletir sobre aquilo que somos ou que podemos vir a ser. (...) Curiosamente, ou talvez não  tanto, o nível de felicidade nas sociedades que mais beneficiaram com os espantosos progressos do nosso  tempo mantém-se estável ou em declínio, caso possamos confiar nas respetivas avaliações".
                                                                                         (cont.)




quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Presos na rede? Teste de dependência da net


Imagem retirada de https://sol.sapo.pt/noticia/124403


O teste que apresentamos encontra-se em https://www.seguranet.pt/sites/default/files/teste_de_dependencia_da_internet_0.pdf (consulta a 23/01/2019). Transcrevemos diretamente.
Teste de Dependência da Internet
(traduzido do site www.netaddiction.com)
Como é que pode saber se já é dependente ou se está a caminhar muito
rapidamente para ter sérios problemas? O Teste de Dependência da Internet
(TDI) é a primeira forma validada e credível de medir o vício da utilização da
Internet. Desenvolvido pela Dra. Kimberly Young, o TDI é um questionário com
20 perguntas que mede níveis ligeiros, moderados e graves de dependência da
Internet.
Para avaliar o seu nível de dependência, responda às perguntas seguintes:
1. Com que frequência repara que está on-line mais tempo do que
tencionava?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
2. Com que frequência negligencia tarefas domésticas para passar mais
tempo on-line?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
3. Com que frequência prefere estar na Internet em vez de estar com o
namorado (a)?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
4. Com que frequência estabelece novas amizades com outros
utilizadores on-line?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
5. Com que frequência as pessoas que fazem parte da sua vida se
queixam sobre a quantidade de tempo que passa on-line?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
6. Com que frequência as suas notas ou trabalho escolar sofrem devido à
quantidade de tempo que passa on-line?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
7. Com que frequência verifica o correio electrónico antes de qualquer
outra coisa que precise de fazer?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
8. Com que frequência o seu desempenho ou produtividade no trabalho
sofrem devido à Internet?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
9. Com que frequência tem uma atitude defensiva ou de secretismo
quando alguém lhe pergunta o que está a fazer on-line?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
10. Com que frequência bloqueia os pensamentos perturbantes sobre a
sua vida com pensamentos reconfortantes da Internet?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
11. Com que frequência se encontra a ansiar por voltar a estar on-line
novamente?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
12. Com que frequência tem receio de que a vida sem Internet seja
aborrecida, vazia e sem alegria?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
13. Com que frequência refila, grita ou fica irritado(a) se alguém o(a)
incomoda enquanto está on-line?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
14. Com que frequência perde o sono devido a estar na Internet até muito
tarde?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
15 – Com que frequência fica preocupado com a Internet quando não está
on-line ou fantasia com estar on-line?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
16. Com que frequência dá por si a dizer "só mais uns minutos" quando
está on-line?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
17. Com que frequência tenta reduzir a quantidade de tempo que passa
on-line e não consegue?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
18. Com que frequência tenta esconder a quantidade de tempo que
passou on-line?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
19. Com que frequência escolhe passar mais tempo on-line em detrimento
de sair com outras pessoas?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
20. Com que frequência se sente deprimido(a), instável ou nervoso(a)
quando não está on-line e isso desaparece quando volta a estar on-line?
1 – Raramente
2 – Ocasionalmente
3 – Frequentemente
4 – Quase Sempre
5 – Sempre
Não se aplica
Resultados: Depois de ter respondido a todas as questões, some os números
que seleccionou para cada resposta para obter uma pontuação final. Quanto
mais alta a pontuação for, maior é o nível de dependência e os problemas que
o uso da Internet provoca. Segue a escala geral para ajudar a medir a sua
pontuação:
20-49 pontos: Você é um utilizador on-line médio. Por vezes poderá até
navegar na Web um pouco demais, no entanto, tem controlo sobre a sua
utilização.
50-79 pontos: Você está a ter problemas ocasionais ou frequentes devido
ao uso da Internet. Deve considerar o verdadeiro impacto de estar on-line na
sua vida.
80-100 pontos: A utilização da Internet está a causar problemas significativos
na sua vida. Deve avaliar o impacto da Internet e lidar com os problemas
causados directamente pela sua utilização da mesma.
Depois de ter identificado a categoria onde a sua pontuação total se insere,
olhe novamente para as questões a que deu uma pontuação de 4 ou 5. Tinha
consciência que isto era um problema significativo para si? Por exemplo, se
respondeu 4 (quase sempre) a Pergunta nº 2 relativa à sua negligência das
tarefas domésticas, estava consciente da frequência com que a sua roupa suja
se amontoa ou o quão vazio fica o frigorífico?
Digamos que respondeu 5 (sempre) à Pergunta nº 4 sobre perda de sono
devido a utilização da Internet durante horas tardias. Já parou para pensar o
quão difícil se tornou levantar-se da cama todas as manhãs? Sente-se exausto
no trabalho? Este padrão começou a afectar o seu corpo e a sua saúde em geral?

Presos na rede?

A internet é, hoje em dia, utilizada por um número cada vez maior de pessoas, sendo os jovens os maiores utilizadores. Segundo dados da PORDATA, 95% dos jovens entre os 16 e os 24 anos são utilizadores  de computadores com acesso à internet. (consultar tabela em 
https://www.pordata.pt/Portugal/Indiv%C3%ADduos+com+16+e+mais+anos+que+utilizam+computador+e+Internet+em+percentagem+do+total+de+indiv%C3%ADduos+por+grupo+et%C3%A1rio-1139 )




retirada de https://sol.sapo.pt/artigo/124399/viciados-em-videojogos

A utilização da internet pode servir os mais diversos propósitos, desde pesquisa de informação, trabalho em rede, comunicação para qualquer ponto do globo, até atividades de entretenimento. 

Como qualquer instrumento, a internet não é boa nem má. Pode ser benéfica ou prejudicial consoante o uso que lhe for dado. É assim que a dependência da net - adição à net - já constitui um problema comportamental a necessitar de acompanhamento clínico, à semelhança dos comportamentos aditivos já conhecidos (dependência de álcool, de estupefacientes...).

"Sem dormir nem comer
Muitos dos doentes que chegam ao Hospital de Santa Maria, conta João Reis, também fazem maratonas à frente ao computador ou da consola. Deixam de ir às aulas e ao trabalho, não dormem nem tomam banho e alguns até se esquecem de comer e isolam-se do mundo. Mas, segundo o psiquiatra, quase todos têm outros problemas psíquicos associados à adição à net, como depressão, ansiedade, hiperactividade e défice de atenção: “São 80% dos casos. É muito difícil perceber se a internet está a ser usada como uma nova forma de manifestação destas doenças ou se sem os videojogos este comportamento aditivo não se teria manifestado”. 
A maioria dos dependentes chega às consultas com os pais, que não conseguem lidar com o tempo que os filhos estão agarrados aos videojogos, com as suas constantes recusas em ir à escola ou à universidade e o isolamento num mundo virtual." 
Notícia do Semanário Sol de 19/02/2015, consulta a 23/01/2019, em https://sol.sapo.pt/artigo/124399/viciados-em-videojogos
Sobre este assunto, ver reportagem de Patrícia Pedrosa, de 2003, em http://ensina.rtp.pt/artigo/prisioneiros-da-internet/